segunda-feira, fevereiro 05, 2007

BACK TO LIFE, BACK TO REALITY...

DESPERTAR. Não há nada como momentos difusos num dia estranho para nos lembrarem a nossa verdadeira dimensão. Aquilo a que temos direito nesta terra criada por Deus e em que todos obedecemos à grande lei cósmica de um pai que nunca dorme. E que olha sempre por nós. Mesmo que seja para levarmos com um balázio nos cornos ou termos direito ao cancrozinho da ordem. Pela vontade divina e porque ele tem melhores planos para nós. Pena nunca se lembrar de nos perguntar a nossa vontade. Não é o único.

Não há muitas coisas melhores do que abraçarmos um irmão numa hora de cumplicidade. Ou um bar vazio para nos lembrar que todo o tempo gasto ainda não chegou para alcançar nada. A dimensão das coisas tem muito a ver com o tempo e o espaço que lhe damos na arrumação de um cérebro que pode ter, ou não, mais em que pensar. Mas triunfos recentes desvanecem-se perante as cadeiras vazias e os pulos de meia dúzia de resistentes que te aplaudem devido a sentimentos diversos. Olhas para baixo e vês irmãos, namoradas, mulheres e amigos de peito. É pouco. Ou muito. Eles merecem tudo. Que dês o teu melhor. E dás. Mesmo que mecanicamente e sem grande transcendência. Pelo menos aprendes a respeitar o lema poucos mas bons. Mas também a questionar o que fazes com o tempo. Que roubas a uns para dares a outros. E de repente deixas de te sentir o Robin dos Bosques. Será que andas a adiar o inadiável? Ou vais continuar a perseguir uma vida que já não podes controlar?

Um almoço estranho e de sentimentos dúbios leva-te a discutir o que tens evitado durante tanto tempo. Sentado em frente a defensores do não sentes pouca vontade de lhes explicar o egoísmo da sua escolha. Ou o facto de considerares a igreja uma das maiores organizações criminosas que foi vivendo estranhamente na legalidade ao longo do tempo. E, ela sim, promotora de ideias assassinas mas mascaradas pela ética e bons costumes de gente que pode pecar de segunda a sábado para no domingo ser absolvido por alguém sem vergonha e sem perdão. O extremar de posições acaba por ser inevitável. E ninguém consegue explicar como se pode ser ao mesmo tempo contra o preservativo, a pílula, a pílula do dia seguinte e ainda contra o aborto. Ou se é mentiroso ou não se fode. E de mentirosos estamos nós fartos.

É degradante o que a campanha do Não faz às mulheres. Nojento o blog do prof. Marcelo. Dizer que as mulheres abortam porque estão com “uma depressãozinha” ou porque querem mudar de casa… é difícil encontrar adjectivos para isto. Eu que já acho que os homens têm a posição mais confortável no meio de toda esta história considero que os homossexuais não assumidos deviam ter mais cuidado com as suas posições. Mas cada um sabe de si. Ou não. É o que temos.

Quando amigos chegados triunfam temos muitas as vezes a sensação de que também nós ganhámos com eles. Nada mais verdadeiro. Há sorrisos e expressões que serão, talvez, o que de melhor levamos desta vida. E tu mereces!

2 comentários:

Anónimo disse...

Camarada,há momentos bons, e momentos menos bons. Este foi mais um, bom e menos bom. Eu gostei, pois estava junto de todos aqueles que pertencem a nós mesmos. Continuaremos na procura da cura para todos os males. Abraço

james disse...

não me preocupa quantos estão do lado de lá...o q me pode preocupar é se algum dia falta alguém do lado de cá...do nosso lado.