sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Errar é humano

Pois é. Tinha-me esquecido dela. Mulheres como ela obrigam-me a pensar duas vezes. E a admitir que estou errado. Facto: adoro loiras. Facto: Sou casado com uma loira que adoro. Facto: O cabelo não interessa nada. Facto: Há mulheres que nos dão a volta à cabeça, seja qual for a cor do cabelo. A Scarlett e a Monica são bons exemplos disso. A todas a minha homenagem. Especialmente à Sara. A minha.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
São especiais...
terça-feira, fevereiro 21, 2006
À flor da pele
O título é em homenagem a um amigo. Os sentimentos os de sempre. De sexta para hoje muita coisa aconteceu. Algumas para confessar por aqui, outras nem por isso.
Bauhaus na sexta foi simplesmente magnífico. Tudo o que esperava e mais alguma coisa. Há momentos em que percebemos que não nos deixarmos envelhecer e cair no facilitismo compensa. Foi ir e vir ao Porto no mesmo dia e acordar todo roto no dia seguinte. Mas eis um concerto de que não me vou esquecer tão cedo. Prejudicados apenas os miúdos. Espero que um dia me perdoem.
No sábado mais uma noite especial no Culto. Sei que sou parte interessada, mas aquele bar tem, de facto, qualquer coisa. O ambiente é estranho, a música idem, mas o melhor é ser diferente de todos os outros. Ame-se ou odeie-se. E há sempre uma ou duas melodias especiais que nos ficam. E um amigo de visita... porque sim.
Domingo. Karpe Diem. Mais uma tarde. Mais uma história. Mais uma sessão. Mais uma canção. E suor, sonhos e sorrisos. Sabe bem. Especialmente com encontros como aquele.
Hoje, segunda, mais um mail do Wayne. Entre muita conversa de amigos, a pergunta pela banda. É bom saber que não se esqueceu dos KD. Quer saber como corre o disco. O que dizer-lhe? Ele torce pelo Liverpool e quer saber como penso que a eliminatória irá acabar. Gostava que os ingleses ganhassem, mas depois lembro-me dos meus amigos lamps e já não tenho a certeza. Não podem apenas empatar?
Bauhaus na sexta foi simplesmente magnífico. Tudo o que esperava e mais alguma coisa. Há momentos em que percebemos que não nos deixarmos envelhecer e cair no facilitismo compensa. Foi ir e vir ao Porto no mesmo dia e acordar todo roto no dia seguinte. Mas eis um concerto de que não me vou esquecer tão cedo. Prejudicados apenas os miúdos. Espero que um dia me perdoem.
No sábado mais uma noite especial no Culto. Sei que sou parte interessada, mas aquele bar tem, de facto, qualquer coisa. O ambiente é estranho, a música idem, mas o melhor é ser diferente de todos os outros. Ame-se ou odeie-se. E há sempre uma ou duas melodias especiais que nos ficam. E um amigo de visita... porque sim.
Domingo. Karpe Diem. Mais uma tarde. Mais uma história. Mais uma sessão. Mais uma canção. E suor, sonhos e sorrisos. Sabe bem. Especialmente com encontros como aquele.
Hoje, segunda, mais um mail do Wayne. Entre muita conversa de amigos, a pergunta pela banda. É bom saber que não se esqueceu dos KD. Quer saber como corre o disco. O que dizer-lhe? Ele torce pelo Liverpool e quer saber como penso que a eliminatória irá acabar. Gostava que os ingleses ganhassem, mas depois lembro-me dos meus amigos lamps e já não tenho a certeza. Não podem apenas empatar?
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Estranhos prazeres
Passa pouco da uma e estou em casa sentado ao computador. Tudo dorme. Abro uma cerveja e passo pelos blogs dos amigos. Mas volto à cerveja. Adoro-a. Fresca, viva, a despertar sensações que fazem sempre lembrar a primeira vez. O primeiro gole. O segundo. A secura que vai desaparecendo mas ao mesmo tempo aumentado. A língua procura os sabores. Como é boa. Como apetece beber uma após a outra. Um pouco como a amizade. Falta tempo para a aproveitarmos melhor. É pena. É tão boa. A cerveja.
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
Dias de raiva
Amanhã é dia de Bauhaus. Grande. Uma banda enorme, com um vocalista fabuloso, um projecto musical-artístico dos mais elaborados e especiais que o Mundo teve a oportunidade de conhecer nos anos 80. Curiosamente, não me sinto revivalista a ir ao Porto vê-los tantos anos depois. Ainda estão à frente. Muito. As opções estéticas são fantásticas, as letras também e a música não perdeu com a idade. Estou expectante.
PS – Ontem um amigo perdeu um ente querido. A ele e aos seus profundos sentimentos.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Boas notícias
Bauhaus no Porto, Sisters of Mercy em Lisboa em Março, Nosferatu no Culto. 2006 promete ser um ano em cheio para a música gótica ao vivo em Portugal. Há também novo álbum dos Phantom Vision. A coisa promete. Só falta convencer o Wayne a vir cá a solo. No Culto. Era bom. A ver vamos.
Entretanto, os Karpe Diem têm um novo local de ensaios. Só vou vê-lo hoje à noite. Mas a banda diz que é melhor. E a grande vantagem é que se trata de um espaço só nosso. Boas notícias, portanto.
Entretanto, os Karpe Diem têm um novo local de ensaios. Só vou vê-lo hoje à noite. Mas a banda diz que é melhor. E a grande vantagem é que se trata de um espaço só nosso. Boas notícias, portanto.
terça-feira, janeiro 31, 2006
Curioso
O Sporting ganhou 3-1 ao Benfica e isso fez com que este fim-de-semana fosse bem mais simpático do que alguns anteriores. Curioso como o futebol nos pode deixar mais bem dispostos. E aconteceu uma coisa engraçada logo após o dérbi. Das 15 mensagens que recebi quase instantaneamente... 10 eram de benfiquistas a dar os parabéns. Das duas uma, ou jogámos muito bem ou estavam mesmo com medo da chegada de mensagens de gozo. Olhem, a mim deu-me gozo recebê-las. Sabe sempre bem ganhar ao Benfica.
domingo, janeiro 22, 2006
Luna especial
Às vezes dizer piadas a quem não conhecemos tem destas coisas. Sou visitante de um blog que gosto muito e que apenas não ligo ao meu porque não o sei fazer. Aí a Luna escreve com piada e sempre com um toque especial. Não sei como lhe chamar. É mais do que piada. Às vezes roça a arrogância. Digamos apenas que vale a pena ler o que ela escreve. Tive o azar de meter com ela. Levei um arraso como há muito não acontecia. Mas um arraso com classe. Acho que lhe dei a desculpa ideal para escrever o melhor post dela nos últimos tempos. Há dias assim.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Adeus festa
Foram-se as festas. Voltou a realidade. Mas foi bom. Passei cinco (5!) dias em família, com a Sara e os putos, algo pouco comum na vida que levo. E como soube bem. Estar com os pais e o mano também sabe bem. Enfim, prazeres pessoais e irrepetíveis difíceis de explicar aos outros. Mas eles sabem como é quentinho estar com os seus. Todos gostamos. Os que temos a sorte de ter família...
Já em Lisboa as coisas voltam a alterar-se. O ritmo aqui é outro. Mas não há nada a lamentar. A vida é assim e por enquanto viver na capital é a melhor coisa que me podia acontecer. E amanhã, no Culto, há uma sessão de boa música e divertimento. Para quem quiser beber um copo e curtir. Até já...
Já em Lisboa as coisas voltam a alterar-se. O ritmo aqui é outro. Mas não há nada a lamentar. A vida é assim e por enquanto viver na capital é a melhor coisa que me podia acontecer. E amanhã, no Culto, há uma sessão de boa música e divertimento. Para quem quiser beber um copo e curtir. Até já...
quinta-feira, dezembro 15, 2005
Mais qualquer coisa...
Temos uma música em que o Paulo canta sem parar: Este é, este é o caminho. Será? Suspeito que nem ele sabe qual é... Mais a sério. Será este o caminho? Vi há pouco tempo um filme fantástico, «O fiel jardineiro», e após inputs daqueles somos obrigados a despertar e pensar se este será o caminho. Ou melhor, que raio de caminho é este?
Não escrevo isto de forma lamechas ou apenas por ter pena de países mais desfavorecidos. Tem a ver com a falta de noção que temos em relação às embrulhadas em que estamos metidos devido aos actos criminosos de algumas multinacionais, à falta de respeito pela condição humana que se continua a verificar em todo o mundo. Mais triste ainda, como assistimos a tudo de forma calada e obediente, sem questionarmos, sem nos preocuparmos, sem levarmos a sério os actos bárbaros e os crimes que são cometidos contra a humanidade um pouco por todo o lado por apenas mais um punhado de dólares.
É por coisas destas que a luta anti-globalização faz sentido. Como outras. Mas não atirando pedras e deixando de tomar banho para se ser diferente. Mas sim como fazem Noah Chomsky e John Pilger, entre outros, mantendo uma independência fantástica e que nos abre os olhos, a nós, carneiros, a ver se nos tornamos, pelo menos, bodes dignos de respeito. Aliás, a quem não conhece, recomendo vivamente a obra destes dois. São um bom princípio para se sentirem enojados com o papel de "coisas" como a administração dos Estados Unidos, ou as marcas de roupa que todos se pelam para vestir. É bom saber como eles tratam as pessoas na China, em Singapura, como os EUA condenaram à morte as crianças do Iraque... sei lá, é bom para saberem qualquer coisa. Leiam.
Sei que a minha maior preocupação é o futuro da Sara, do Tomás e do Vicente. Sei que me preocupa a saúde do meu pai, a dependência que a minha mãe tem dele e o que acontecerá se ele desaparece antes de tempo – e seja quando for, para mim ele desaparecerá sempre antes de tempo. Sei que me preocupa a vida do meu mano mais novo, já encaminhado, mas ainda a dar os primeiros passos na vida profissional. Mas tenho vergonha pela preocupação ficar por aqui. Porque sei que este não é o caminho. E não faço nada para alterá-lo. É mais fácil refugiar-me no lar doce lar, onde o sorriso das crianças me faz esquecer tudo o resto. É mais fácil refugiar-me nas noites do Culto, nas noites de copos com os amigos, nos magníficos ensaios com os KD. É mais fácil. Mas há dias em que penso que isto assim é uma merda.
Não escrevo isto de forma lamechas ou apenas por ter pena de países mais desfavorecidos. Tem a ver com a falta de noção que temos em relação às embrulhadas em que estamos metidos devido aos actos criminosos de algumas multinacionais, à falta de respeito pela condição humana que se continua a verificar em todo o mundo. Mais triste ainda, como assistimos a tudo de forma calada e obediente, sem questionarmos, sem nos preocuparmos, sem levarmos a sério os actos bárbaros e os crimes que são cometidos contra a humanidade um pouco por todo o lado por apenas mais um punhado de dólares.
É por coisas destas que a luta anti-globalização faz sentido. Como outras. Mas não atirando pedras e deixando de tomar banho para se ser diferente. Mas sim como fazem Noah Chomsky e John Pilger, entre outros, mantendo uma independência fantástica e que nos abre os olhos, a nós, carneiros, a ver se nos tornamos, pelo menos, bodes dignos de respeito. Aliás, a quem não conhece, recomendo vivamente a obra destes dois. São um bom princípio para se sentirem enojados com o papel de "coisas" como a administração dos Estados Unidos, ou as marcas de roupa que todos se pelam para vestir. É bom saber como eles tratam as pessoas na China, em Singapura, como os EUA condenaram à morte as crianças do Iraque... sei lá, é bom para saberem qualquer coisa. Leiam.
Sei que a minha maior preocupação é o futuro da Sara, do Tomás e do Vicente. Sei que me preocupa a saúde do meu pai, a dependência que a minha mãe tem dele e o que acontecerá se ele desaparece antes de tempo – e seja quando for, para mim ele desaparecerá sempre antes de tempo. Sei que me preocupa a vida do meu mano mais novo, já encaminhado, mas ainda a dar os primeiros passos na vida profissional. Mas tenho vergonha pela preocupação ficar por aqui. Porque sei que este não é o caminho. E não faço nada para alterá-lo. É mais fácil refugiar-me no lar doce lar, onde o sorriso das crianças me faz esquecer tudo o resto. É mais fácil refugiar-me nas noites do Culto, nas noites de copos com os amigos, nos magníficos ensaios com os KD. É mais fácil. Mas há dias em que penso que isto assim é uma merda.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
Viver é um prazer
Gosto da vida que tenho. Gosto muito. Acho que posso dizer que sou feliz. Infelizmente penso que são poucos os portugueses que o dizem de forma sentida. Acredito que o posso fazer sem grandes constrangimentos. E devo-o muito à Sara.
Mas devo confessar que uma das coisas que hoje me dá mais prazer é tocar. Integro uma banda fantástica, de gente porreira, descontraída, onde a amizade é mais importante do que o talento. E isso tem a sua piada. Muita mesmo.
Esta semana demos mais um concerto. Foi mais uma festa. E vem aí o jantar de Natal. Provavelmente tão especial como os concertos. O do Hard-Club, com os Mission, ficará na memória para sempre. Eles são todos especiais, mas uns mais do que outros. Este muito especial para mim, confesso.
A tocar vivi momentos lindos há alguns anos. Fiz na banda o meu melhor amigo. O homem que me deu o ombro para chorar quando o meu avô morreu. O mesmo homem que me agarrou à porta do hospital quando pensei que ia perder o meu pai. Hoje, bem casado e com dois filhos lindões, já não sinto as coisas da mesma maneira. Ou pelo menos era isso que eu pensava quando aceitei tocar com mais uma banda para matar o vício da bateria. Agora o bichinho entrou outra vez. Não o da fama e do sucesso, do sexo, drogas e rock n' roll que nos tolda os pensamentos quando somos mais putos e cheios de sangue na guelra. Mas o da amizade. Do suor. Do rock. Do prazer de ouvir o baixo no sítio certo (como ele fez falta no Culto...) e sentir o prazer de todos os males. Que todos os males fossem esses.
Ainda gostava de tocar numa banda com um cheirinho a gótico maior. Ainda gostava de ter uma gaja nas segundas vozes. Ainda gostava de ter mais tempo. Mas acima de tudo gostava era que todos eles fossem felizes.
Karpe Diem... para todos.
Mas devo confessar que uma das coisas que hoje me dá mais prazer é tocar. Integro uma banda fantástica, de gente porreira, descontraída, onde a amizade é mais importante do que o talento. E isso tem a sua piada. Muita mesmo.
Esta semana demos mais um concerto. Foi mais uma festa. E vem aí o jantar de Natal. Provavelmente tão especial como os concertos. O do Hard-Club, com os Mission, ficará na memória para sempre. Eles são todos especiais, mas uns mais do que outros. Este muito especial para mim, confesso.
A tocar vivi momentos lindos há alguns anos. Fiz na banda o meu melhor amigo. O homem que me deu o ombro para chorar quando o meu avô morreu. O mesmo homem que me agarrou à porta do hospital quando pensei que ia perder o meu pai. Hoje, bem casado e com dois filhos lindões, já não sinto as coisas da mesma maneira. Ou pelo menos era isso que eu pensava quando aceitei tocar com mais uma banda para matar o vício da bateria. Agora o bichinho entrou outra vez. Não o da fama e do sucesso, do sexo, drogas e rock n' roll que nos tolda os pensamentos quando somos mais putos e cheios de sangue na guelra. Mas o da amizade. Do suor. Do rock. Do prazer de ouvir o baixo no sítio certo (como ele fez falta no Culto...) e sentir o prazer de todos os males. Que todos os males fossem esses.
Ainda gostava de tocar numa banda com um cheirinho a gótico maior. Ainda gostava de ter uma gaja nas segundas vozes. Ainda gostava de ter mais tempo. Mas acima de tudo gostava era que todos eles fossem felizes.
Karpe Diem... para todos.
sábado, julho 30, 2005
A primeira
Não sei bem o porquê de criar este blog. A experiência apenas? Provavelmente. Não devo ter tempo para mais. Mas sempre gostei de escrever e desde que estou nos jornais, curiosamente, tenho perdido esse prazer. Hoje é algo muito ligado à minha profissão e pouco relacionado com o gozo pessoal. Poderá começar a mudar hoje. Quem sabe... talvez não. Vou falar aqui um pouco de mim e das minhas actividades. As noites de música no Culto e as experiências musicais. A profissão deixo-a para outros locais. Pelo menos por hoje.
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